sexta-feira, novembro 23, 2007

China sinaliza com diversificação de reservas internacionais. Dólar recua

O dólar recuou para sua menor cotação desde setembro frente às moedas de seis de seus maiores parceiros comerciais após autoridades chinesas terem sinalizado que pretendem diversificar as reservas internacionais do país, que contam com US$ 1,43 trilhão. Ontem, o governo chinês informou que irá balancear a composição de suas reservas internacionais para que moedas fortes como o euro ganhem espaço em detrimento de moedas em desvalorização, como o dólar.


A moeda norte-americana se desvalorizou contra todas as 16 divisas mais negociadas do mundo, recuando para seu menor valor frente ao dólar canadense desde a suspensão de uma âncora cambial que o atrelava à divisa norte-americana, na década de 1950, e passou a seu menor câmbio de 26 anos em relação à libra esterlina e para a menor cotação de 23 anos contra o dólar australiano. Ontem, o índice do dólar da Bolsa de Commodities de Nova York caiu para 75,21 pontos, seu menor patamar desde que o indicador foi lançado, em março de 1973.

"Uma desvalorização ainda maior do dólar é muito provável", disse Teis Knuthsen, chefe da área de câmbio, renda fixa e pesquisa em derivativos do Danske Bank A/S em Copenhague, o segundo maior banco dos países nórdicos. A China poderá "diversificar suas reservas para além do dólar".


O euro bateu recorde ante ao dólar após os comentários de Cheng Siwei, vice-presidente da comissão permanente do Congresso Nacional do Povo, o Parlamento chinês. "Em termos da estrutura de nossas reservas internacionais, devemos aproveitar a apreciação de moedas fortes para contrabalançar a depreciação de moedas fracas", disse Cheng em um fórum financeiro.


A China não divulga a composição de suas reservas, mas Glenn Maguire, economista do Société Générale em Hong Kong, estima que o país mantenha uma proporção entre 65% e 70% de dólares, e uma bem menor de euros.

Fonte: DCI



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